28 de nov. de 2011

Encontramos mais uma "BASSETTI"!

Recebemos o e-mail de Zilda Basseti Bech que está em busca de parentes em Cerrro Azul. Confira:

"Sou Filha de Gumercindo Basseti (falecido em 24/02/1969) e Rafaela Hauresko, que por sua vez, é filho de José Basseti e Maria dos Santos. Eu tinha apenas 8 meses quando meu pai faleceu e 7 anos quando minha mãe se foi. Perdi contato com os familiares de ambas as partes, fui criada pelos padrinhos, hoje também falecidos. A questão é que fazendo uma pesquisa na internet localizei o seu blog que fala sobre a história da família e sendo a senhora conhecedora, pensei em pedir-lhe ajuda para localizar algum parente ou alguém próximo que possa me ajudar. Lembro de uma pessoa chamada Pietra, não sei dizer se tinha o sobrenome, mas era da família, com certeza. Ficarei imensamente grata se puder me ajudar".

Obrigada Zilda pelo seu e-mail!

4 de out. de 2011

Placa é Patrimônio Histórico de Cerro Azul!

Foi solicitado junto ao DER/PR, na pessoa do senhor Terufumi Katayama a doação da placa de inauguração da ponte que caiu, visto a importância histórica que o monumento passa a ter para o município de Cerro Azul. Após consulta realizada junto à Coordenadoria de Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura, o referido Departamento liberou a placa, que foi retirada pela equipe do Eudes Fagundes e repassada à Casa da Cultura, onde ficará exposta no Museu. A Prefeitura de Cerro Azul agradece ao DER/PR, responsável pela construção da ponte.

"Seu" João e a Ponte

A campanha “Conte a História da Ponte” continua dando frutos: o senhor João Leal do Nascimento esteve na Casa da Cultura trazendo duas fotos da ponte do rio Ribeira, que caiu em agosto devido às fortes chuvas. Entrevistado pela funcionária Sônia Maria Machado, ele contou que ganhou as fotografias do senhor Arlindo Vergílio Pereira, prefeito de Cerro Azul nos anos 50 e que aparece nas fotos. “Seu” João mora no Ribeirão das Flores, município de Doutor Ulysses. Nasceu no ano de 1943 e hoje está com 68 anos. Ele contou que antes da construção da ponte atravessava o rio de bote para vir à Cerro Azul (há 40 anos ele mora no Ribeirão das Flores). Faça como “Seu” João: traga sua foto e conte a sua história da ponte!




9 de ago. de 2011

A história de "Seu Olívio da Ponte"

O episódio da queda da ponte sobre o Rio Ribeira, ocorrido no dia 01 de agosto de 2011, marcou e com certeza vai continuar marcando muito a história de todos nós, quer sejamos cidadãos cerroazulenses ou ulyssenses. Como diz a sabedoria popular: “vai entrar pra história”.

Diante de um fato de tal importância a Casa da Cultura lançou a Campanha “Conte a História da Ponte”, com o objetivo de coletar fotografias, textos, documentos, desenhos ou qualquer outro material que nos ajude a contar e a preservar a história desta edificação que agora se torna um patrimônio histórico das cidades de Cerro Azul e Dr. Ulysses. Portanto, fazemos um pedido: além de ajudar os desabrigados atingidos pela enchente, se você tem qualquer material que nos ajude a contar e a preservar a história da ponte doe para a Casa da Cultura! Porém, não é necessário doar a foto ou o objeto se você não quiser. Em caso de empréstimo, a Casa da Cultura vai digitalizar ou fotografar na hora, devolvendo em seguida. Agora se você não tem fotos ou objetos, mas sabe uma história, um “causo” falando da ponte, escreva e mande para a Casa da Cultura. Ou venha pessoalmente para nos contar. Teremos o maior prazer de recebê-lo (la)!

E esta campanha já começou a render frutos: esteve na Casa da Cultura o senhor Olivir do Carmo Farias (nascido em 12/05/1946). “Seu” Olívio foi entrevistado pela funcionária Sonia Maria Machado, além de nos emprestar sua foto da ponte que guarda com muito carinho (que reproduzimos acima). Ele conta que ficou conhecido como “Olívio da Ponte”, porque morou na margem esquerda do rio Ribeira (Cerro Azul) durante 18 anos, onde tinha um comércio de secos e molhados. Segundo ele, essa enchente foi a maior que viu e que morou perto da ponte desde que nasceu. A foto que nos emprestou foi tirada em 1987 (portanto há 24 anos) ao lado de seu filho José Carlos Farias, hoje com 44 anos. Naquela ocasião o rio estava cheio. Ele conta que sempre que chovia colocava o relógio para despertar, para “cuidar se a água não estava chegando em casa”. Hoje “Seu Olívio” mora na Vila Schelleider e ficou muito triste com a queda da ponte...

Faça como “Seu Olívio”: participe da Campanha “Conte a História da Ponte” e faça VOCÊ também parte dessa história!

8 de ago. de 2011

Encontramos um Laio!

Foi grande satisfação que recebemos o e-mail de um descendente dos Laio. Assim ele nos escreve:
"Encontrei seu blog por acaso na internet. Foi uma grande satisfação. Me chamo Ironmar. Hoje resido em Porto Alegre. Gostaria de informações sobre a origem dos Laio e dos Bassetti. Grande abraço e parabéns pelo trabalho que vem fazendo!"

Nossa resposta:
"Caro Ironmar,
Obrigada pelas suas palavras! Foi com grande satisfação que recebemos seu e-mail, pois sempre é interessante pesquisarmos sobre os descendentes dos pioneiros de Cerro Azul. Temos aqui algumas informações:
Bassetti - família das mais antigas e tradicionais de Cerro Azul. Ainda na época da Colônia Assunguy chegaram Anunciatta e Giovanni Bassetti. Tiveram 05 filhos: Angelino, Manoel e Francisco (acreditamos que os outros dois nasceram já na Colônia, entre os quais Jacinto Bassetti, comerciante proeminente em Cerro Azul, no início do séc. XIX). Temos aqui o livro que registra a entrada de Anunciatta e Giovanni na Colônia. Suas terras estão entre os primeiros lotes repassados aos imigrantes e localizavam-se no rocio (área central da Colônia).

Laio - a informação mais antiga que temos nos fala de Vitorino Laio, de descendência italiana (temos aqui o seu retrato). Entre seus filhos temos o registro de Athanagildo de Souza Laio, prefeito de Cerro Azul por 03 gestões, do qual temos acervo documental e iconográfico."

Seja bem vindo, Ironmar!






2 de ago. de 2011

A Ponte Caiu!

 Nosso povo tem vários folguedos, entre eles as festas juninas, com a tradicional “Quadrilha”, que é comandada por alguém que “grita” os movimentos e os brincantes executam. Entre estes, figura o “a ponte caiu”, para que todos dêem meia volta no “caminho da roça”, tristes por terem perdido a festa. Mas logo se alegram quando se ouve a famosa frase “é mentira!”. Infelizmente, a realidade não é tão feliz e festeira: ontem, “A ponte do Rio Ribeira caiu” e “NÃO ERA MENTIRA”...
Um dia depois do sinistro, Cerro Azul acordou iluminado por um lindo dia de sol, como que para aquecer os corações de todo o povo, abalado pelos acontecimentos dos últimos dias, que levaram não apenas a ponte, mas também os lares, as plantações, os comércios de vários irmãos cerroazulenses. Junto com a ponte, vai junto um pedaço de Cerro Azul, que agora será história nos corações e nas mentes. Para que essa história não seja esquecida, presto aqui a minha homenagem, o meu respeito e minha solidariedade a todos os nossos irmãos que precisam de nossa ajuda. Afinal, “o ofício dos historiadores é lembrar o que os outros esqueceram”. E para que ninguém esqueça registro aqui:
O Ribeira é o mais importante rio de nossa região e o nosso principal acesso a diversas comunidades rurais, bem como ao município vizinho de Dr. Ulysses (antigo distrito de Varzeão). Ao longo do tempo a travessia se deu através de uma balsa que operava na região. Na gestão do Prefeito Athanagildo de Souza Laio e do governador Moisés Lupion se deu a construção da primeira ponte, feita de madeira. Segundo Dr. Ruy Vilella Guiguer, em seu estudo "Acordem, cerroazulenses, acordem!", posteriormente, durante a gestão do governador Ney Aminthas de Barros Braga e do Prefeito Silvio Antonio von der Osten, a antiga ponte foi substituída pela ponte pré moldada de vão de 96 metros, inaugurada em 1963 com o nome de “Ponte Athanagildo de Souza Laio”, resolvendo de uma vez por todas a questão da travessia desse maior rio.

Em meio a tristeza da enchente, uma notícia que alegra a todos: quase ao mesmo tempo em que a ponte caía, começava a vida de João Roberto Briatori Blatner (filho de nossos amigos Sandra Mara Briatori Blatner e Rafael Felipe Flores Blatner), como que a nos dizer que apesar de tudo, a vida sempre se renova...