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16 de jul. de 2012

Momentos do Rodeio

Dentro da Programação da Festa da Laranja de 2012, tivemos um grandioso rodeio. Confiram aqui alguns momentos:

15 de abr. de 2012

História da Festa e da Rainha da Laranja


O Concurso “Rainha da Laranja” já virou tradição em Cerro Azul: todos os anos, várias meninas bonitas de nossa cidade (Cerro Azul é conhecida não apenas por ser a terra da laranja, mas também a terra de mulheres bonitas) participam, na esperança de se tornarem Rainha ou Princesas da maior festa popular da região do Vale do Ribeira. Mas... desde quando existe a festa e o concurso? Como era antigamente e o que mudou até adquirir o formato dos dias de hoje? Vamos procurar responder a estas e a outras questões. Então... apertem os cintos e vamos embarcar juntos no túnel do tempo da Festa da Laranja!
Cerro Azul desde a época da Colônia Assunguy tem tradição na produção das frutas cítricas. Consta que no século XIX o governo imperial teria mandado uma equipe de agrônomos a fim de proceder à análise do solo e determinar quais lavouras seriam mais adequadas (devemos lembrar que a Colônia Assunguy, uma das primeiras iniciativas da Coroa na Província do Paraná, foi criada com o objetivo de tornar-se o “Celeiro do Paraná”). Constatou-se que, entre as culturas apropriadas para a região, encontravam-se as frutas cítricas. Vem então desde essa época a tradição de cultivar laranjas, que tornaram-se muito famosas em toda a região. Nesse aspecto, destacou-se a família von der Osten, como por exemplo o senhor Conrado von der Osten (filho do imigrante alemão Alfred von der Osten – o primeiro von der Osten de Cerro Azul). Em sua chácara “Felicidade”, Conrado dedicou-se ao cultivo de diversas frutas e hortaliças. Em 1926 ganhou a medalha de ouro de 1º lugar na Exposição dos Municípios, pela criação da laranja “Cerro Azul”. Nos anos 60, a tangerina da variedade “ponkan” foi introduzida na região por Silvio Antonio von der Osten (filho de Edmundo von der Osten, neto de Willand von der Osten e bisneto de Alfredo von der Osten). A primeira carga de ponkans foi levada até Curitiba para venda por Agenor Francisco de Moura e Costa.
Com toda essa relação com as frutas cítricas, era de se esperar que a maior festa popular que compõe o patrimônio imaterial da região fosse a “Festa da Laranja”, que foi criada em 1959, conforme atesta a ata de criação da festa, de propriedade do Sindicato Rural de Cerro Azul. De lá para cá a festa adquiriu diferentes formatos, mas algumas características são constantes: as “barraquinhas” que vendem produtos típicos da região e também as “novidades” que a comunidade deseja ver e comprar, a exposição de laranjas, tangerinas e outros produtos da região, os shows que mostram os talentos da terra e dos municípios vizinhos, além dos nomes que estejam fazendo sucesso no cenário musical de cada época. E... como não podia deixar de ser, a presença da Rainha e das Princesas da Festa da Laranja.
O concurso que escolhe a Rainha da Laranja foi criado em 1964. A primeira rainha chamava-se Rosalda Aparecida Elizabeth. Inicialmente, a rainha era escolhida através da venda de votos: a candidata que vendesse mais votos era a rainha. Essa venda era feita previamente. A contagem e a apuração dos votos acontecia no domingo da festa, cedinho. Escolhida a nova rainha e as princesas, estas participavam do almoço das autoridades, como anfitriãs junto com o Prefeito e o Presidente do Sindicato Rural. Após o almoço, acontecia um desfile de carros alegóricos (decorados por várias instituições da cidade) pelas principais ruas de Cerro Azul. O carro com a rainha e as princesas era o mais ricamente decorado e seguia à frente do cortejo. Nos anos 90 o evento adquiriu realmente o caráter de concurso: começaram os desfiles em passarela das candidatas, realizados no Baile da Festa da Laranja, no sábado da festa. Como ao longo dos anos a festa vem se ampliando, com um público cada vez maior e com necessidade de divulgação prévia nos meios de comunicação (rádio, televisão e jornal), desde 2008 o concurso é realizado com mais antecedência: durante o Baile do Dia das Mães, no segundo domingo de maio.
Enfim, não importa o tempo que passe, não importa de você é cerroazulense de nascimento ou “de coração”: todos amamos a Festa da Laranja, todos temos orgulho e amamos a Rainha e as Princesas da Festa da Laranja, nossas soberanas, que nos representam durante a festa. Legítimas representantes de um aspecto importante da cultura imaterial de nossa região.

Confira os nomes daquelas que conquistaram a coroa e o direito de serem chamadas de “Rainha”:
               
-Rosalda Aparecida Elizabeth
-Regina von der Osten
-Delci Terezinha Heidger
-Osmari Terezinha Coutinho
-Dirce Socher
-Sandra Regina Laio
-Marlene Aparecida Platner
-Deusilene Paulin
-Leonice Laio
-Silmere Agner
-Léia Silva
-Osmari Araújo
-Sueli Maria Lissa
-Eliane von der Osten
-Schirley Rocher
-Adulti von der Osten
-Eunice Raquel Desplanches
-Arlete Drulla
-Reviana de Lima
-Mariana Barbato
-Andreia Cristina Bestel
-Janaina Alves Cordeiro
-Rosana Braine
-Idimara Aparecida Martins
-Maria Eunice de Matos
-Aline Bichels
-Katiéli Coutinho
-Michele Aiçar Assad de Suss
-Daniele Stival
-Juliana Santos
-Cleonice Denck
-Valéria de Souza
-Edilaine Moreira
-Priscila Mottin Magari
-Daiane Magari
-Tadilaine dos Santos
-Nahyara Catherine Coutinho
-Edna Aparecida Cropolato
-Suzana Board
-Eliza Bruna
-Caroline Mottin Magari
-Kelly Aparecida Mathias

27 de mai. de 2011

Festa da Laranja

A foto acima mostra a 1ª Rainha da Festa da Laranja, ROSALDA APARECIDA ELIZABETH, eleita em 1964.

A festa existe desde 1959, como marco festivo da principal atividade econômica da região, a citricultura. Realizada na Praça Monsenhor Celso e ruas adjacentes, é o maior evento do calendário festivo e popular da região do Alto Ribeira. É composta de exposições, com destaque para as frutas cítricas (com prêmios aos agricultores), presença de turistas e autoridades e da comunidade da região, atrações artísticas e culturais, feira de produtos da terra (gastronomia e artesanato), entre outras atrações.

Fonte: Arquivos da Casa da Cultura de Cerro Azul

4 de set. de 2009

Festa de Nossa Senhora da Guia - Padroeira de Cerro Azul


Esta fotografia foi feita em 08 de setembro de 1933. Nela se vê como eram as comemorações da Festa da Padroeira. À esquerda, é possível ver um dos quatro coretos que existiam na Praça Monsenhor Celso.

No dia 08 de setembro, a população do município de Cerro azul comemora com uma grandiosa festa o dia da sua Padroeira “Nossa Senhora da Guia”. A celebração é realizada no Largo da Matriz e ruas adjacentes à Praça Monsenhor Celso. Fazem parte da programação a procissão, batizados, feira de produtos, churrasco no almoço, além de outros eventos no salão paroquial. O ponto alto da festa é a celebração da Santa Missa Solene.
Segundo o pároco, Padre Antonio Konkel, a Igreja de Cerro Azul foi inaugurada em 02 de Abril de 1872 (início da paróquia). A imagem da santa foi trazida para Cerro em 1884, pelo embaixador do Brasil em Portugal, Brasílio Itiberê da Cunha, que era irmão do segundo pároco, o Monsenhor Celso. Segundo a historiadora Odah Regina Guimarães Costa, em seu livro “A ação empresarial do Barão do Serro Azul”, a imagem foi patrocinada pelo Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia) e sua esposa, Maria José Correia, a Baronesa do Serro Azul. Por ocasião do recebimento de seu título (08/08/1888), o Barão recebeu várias pessoas que vieram parabenizá-lo: “O Barão do Serro Azul recebeu diversas outras manifestações de apreço, principalmente na vila do Serro Azul, através do vigário da Paróquia, Padre Celso Cezar da Cunha, da Câmara Municipal e do Clube Literário, sendo-lhe conferido o título de Presidente honorário da sociedade Glória e Harmonia e concedido o título de sócia honorária à Baronesa do Serro Azul, que colocava à disposição da Igreja local a quantia de 100$000, tendo já feito, anteriormente doação de uma imagem de Nossa Senhora da Guia. O Barão do Serro Azul colaborara com a Sociedade Glória e Harmonia desde 1884 e contribuíra para o bem estar daquela comunidade, procurando desenvolver as suas vias de comunicação e fazendo doações para a igreja local (GUIMARÃES, 1981). O casal teria doado também os utensílios religiosos para a paróquia.
A devoção a Nossa Senhora da Guia é tipicamente portuguesa, muito conhecida em Portugal, principalmente ao norte. No Brasil são poucas as Igrejas que adotaram essa padroeira. Ela tem uma estrela na mão que simboliza luz para os devotos. Conta Padre Antonio que Cerro Azul escolheu essa Santa por causa das dificuldades que os colonizadores enfrentaram na época da Colônia Assunguy: doenças, difícil acesso, dificuldades financeiras, falta de comunicação, animais selvagens e o clima quente.

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA GUIA

Sob o aspecto histórico o título de Nossa Senhora da Guia tem sua origem na Igreja Ortodoxa onde a Santíssima Virgem invocada sob o nome “Odigitria”, que significa “condutora”, ”Guia” de Jesus desde a infância até o início de sua vida pública, conseqüentemente invocada como guia e protetora do povo de Deus.
São diversos os locais onde Nossa Senhora da Guia passou a ser venerada. Via de regra, a Virgem Maria encontra-se sentada segurando o Menino Jesus como que amparando, mas diversos outros ícones da Virgem Guia variam conforme a localidade e os costumes. Representações mais recentes apresentam Maria a meio corpo, vestida com uma túnica branca e um manto azul. Sobre a cabeça um véu branco e as mãos unidas em oração. Há outras representações que variam, algumas delas apresentam-na com uma estrela em uma das mãos simbolizando a estrela-guia, que conduziu os Reis Magos até a manjedoura onde se encontrava o Menino Jesus.
No Brasil sua difusão deve-se aos portugueses, que trouxeram a devoção de Portugal, onde a festa é comemorada junto com Nosso Senhor do Bonfim. No ano de 1745, um capitão da Marinha Real aportou na cidade de São Salvador, Bahia, trazendo em seu navio tanto a imagem de Nossa Senhora da Guia quanto a de Nosso Senhor Jesus do Bonfim, as quais foram transportadas até a Igreja de Nossa Senhora da Penha, situada na localidade de Itabagipe. O vitral dentro da Igreja representa a arte sacra valorizada pelos descendentes dos imigrantes que colonizaram a região.

Fonte: Adaptado do Jornal “Correio Metropolitano” – de setembro de 2006/Edição 022 – ano II