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26 de out. de 2014

Dos Bichels

Bem pessoal, o "ORKUT" acabou, mas conheci em seu período de vigência muitas pessoas interessantes, que me brindaram com sua amizade e informações valiosas. Entre elas, está a Júlia Catarina, cujas trechos de informações não quero perder na poeira da história:

1 de fevereiro de 2009 22:18
"O Bruno von der Osten era amigo da minha avó Tecla Jensen. Mas tanto este tio Bruno quanto minha avó já faleceram".

31 de janeiro de 2009 17:51
"Minha avó Tecla Janssen Jensen era amiga aqui em Curitiba de uma família von der Osten, eu ia junto quando era pequena visitar estes von der Osten: eles tinham colmeias, abelhas, e moravam aqui em algum lugar no centro de Curitiba. Lembro que íamos a pé. Isso nos anos 60, quando a rodoviária era o Terminal do Guadalupe".

30 de janeiro de 2009 19:49
"Tenho uma bisavó Bichels, Bertha, e sei que em Cerro Azul também viveram Bichels parentes dela. Sei que existe até uma Fazenda Bube ou Bubi em Cerro Azul, de descendentes dos primeiros Bichels".

 

15 de abr. de 2012

História da Festa e da Rainha da Laranja


O Concurso “Rainha da Laranja” já virou tradição em Cerro Azul: todos os anos, várias meninas bonitas de nossa cidade (Cerro Azul é conhecida não apenas por ser a terra da laranja, mas também a terra de mulheres bonitas) participam, na esperança de se tornarem Rainha ou Princesas da maior festa popular da região do Vale do Ribeira. Mas... desde quando existe a festa e o concurso? Como era antigamente e o que mudou até adquirir o formato dos dias de hoje? Vamos procurar responder a estas e a outras questões. Então... apertem os cintos e vamos embarcar juntos no túnel do tempo da Festa da Laranja!
Cerro Azul desde a época da Colônia Assunguy tem tradição na produção das frutas cítricas. Consta que no século XIX o governo imperial teria mandado uma equipe de agrônomos a fim de proceder à análise do solo e determinar quais lavouras seriam mais adequadas (devemos lembrar que a Colônia Assunguy, uma das primeiras iniciativas da Coroa na Província do Paraná, foi criada com o objetivo de tornar-se o “Celeiro do Paraná”). Constatou-se que, entre as culturas apropriadas para a região, encontravam-se as frutas cítricas. Vem então desde essa época a tradição de cultivar laranjas, que tornaram-se muito famosas em toda a região. Nesse aspecto, destacou-se a família von der Osten, como por exemplo o senhor Conrado von der Osten (filho do imigrante alemão Alfred von der Osten – o primeiro von der Osten de Cerro Azul). Em sua chácara “Felicidade”, Conrado dedicou-se ao cultivo de diversas frutas e hortaliças. Em 1926 ganhou a medalha de ouro de 1º lugar na Exposição dos Municípios, pela criação da laranja “Cerro Azul”. Nos anos 60, a tangerina da variedade “ponkan” foi introduzida na região por Silvio Antonio von der Osten (filho de Edmundo von der Osten, neto de Willand von der Osten e bisneto de Alfredo von der Osten). A primeira carga de ponkans foi levada até Curitiba para venda por Agenor Francisco de Moura e Costa.
Com toda essa relação com as frutas cítricas, era de se esperar que a maior festa popular que compõe o patrimônio imaterial da região fosse a “Festa da Laranja”, que foi criada em 1959, conforme atesta a ata de criação da festa, de propriedade do Sindicato Rural de Cerro Azul. De lá para cá a festa adquiriu diferentes formatos, mas algumas características são constantes: as “barraquinhas” que vendem produtos típicos da região e também as “novidades” que a comunidade deseja ver e comprar, a exposição de laranjas, tangerinas e outros produtos da região, os shows que mostram os talentos da terra e dos municípios vizinhos, além dos nomes que estejam fazendo sucesso no cenário musical de cada época. E... como não podia deixar de ser, a presença da Rainha e das Princesas da Festa da Laranja.
O concurso que escolhe a Rainha da Laranja foi criado em 1964. A primeira rainha chamava-se Rosalda Aparecida Elizabeth. Inicialmente, a rainha era escolhida através da venda de votos: a candidata que vendesse mais votos era a rainha. Essa venda era feita previamente. A contagem e a apuração dos votos acontecia no domingo da festa, cedinho. Escolhida a nova rainha e as princesas, estas participavam do almoço das autoridades, como anfitriãs junto com o Prefeito e o Presidente do Sindicato Rural. Após o almoço, acontecia um desfile de carros alegóricos (decorados por várias instituições da cidade) pelas principais ruas de Cerro Azul. O carro com a rainha e as princesas era o mais ricamente decorado e seguia à frente do cortejo. Nos anos 90 o evento adquiriu realmente o caráter de concurso: começaram os desfiles em passarela das candidatas, realizados no Baile da Festa da Laranja, no sábado da festa. Como ao longo dos anos a festa vem se ampliando, com um público cada vez maior e com necessidade de divulgação prévia nos meios de comunicação (rádio, televisão e jornal), desde 2008 o concurso é realizado com mais antecedência: durante o Baile do Dia das Mães, no segundo domingo de maio.
Enfim, não importa o tempo que passe, não importa de você é cerroazulense de nascimento ou “de coração”: todos amamos a Festa da Laranja, todos temos orgulho e amamos a Rainha e as Princesas da Festa da Laranja, nossas soberanas, que nos representam durante a festa. Legítimas representantes de um aspecto importante da cultura imaterial de nossa região.

Confira os nomes daquelas que conquistaram a coroa e o direito de serem chamadas de “Rainha”:
               
-Rosalda Aparecida Elizabeth
-Regina von der Osten
-Delci Terezinha Heidger
-Osmari Terezinha Coutinho
-Dirce Socher
-Sandra Regina Laio
-Marlene Aparecida Platner
-Deusilene Paulin
-Leonice Laio
-Silmere Agner
-Léia Silva
-Osmari Araújo
-Sueli Maria Lissa
-Eliane von der Osten
-Schirley Rocher
-Adulti von der Osten
-Eunice Raquel Desplanches
-Arlete Drulla
-Reviana de Lima
-Mariana Barbato
-Andreia Cristina Bestel
-Janaina Alves Cordeiro
-Rosana Braine
-Idimara Aparecida Martins
-Maria Eunice de Matos
-Aline Bichels
-Katiéli Coutinho
-Michele Aiçar Assad de Suss
-Daniele Stival
-Juliana Santos
-Cleonice Denck
-Valéria de Souza
-Edilaine Moreira
-Priscila Mottin Magari
-Daiane Magari
-Tadilaine dos Santos
-Nahyara Catherine Coutinho
-Edna Aparecida Cropolato
-Suzana Board
-Eliza Bruna
-Caroline Mottin Magari
-Kelly Aparecida Mathias

11 de jul. de 2011

Encontramos mais um "BICHELS"!

É com  muita satisfação que transcrevo aqui o conteúdo do e-mail recebido do amigo virtual Alexandre Bichels, que nos brinda com mais informações sobre os Bichels:

"Professora Vania

Não sabe a satisfação que tive em receber seu e-mail. Gostaria sim de manter contato. Tentarei reunir com minha família algumas referências históricas e se conseguir irei repassá-las à senhora. Tenho algo que encontrei na internet e por mais que não haja documentos comprovando e veracidade, minhas tias (Helga, Traude e Ruth), filhas de Gilberto Bichels, confirmaram terem ouvido os avós falando sobre o assunto.

Família BICHELS

A família BICHELS é originada em Hamburgo, onde o imigrante Heinrich Bichels possuía uma empresa de laticínios. Heinrich, filho de Deterich Hinrich Bichels e Elsche Margaretha Starcke, nasceu em 17.03.1812 em Hamburgo e faleceu em 22.02.1884 em Blumenau. Johanna Rebeca Marx, filha de Hermann Ernst Marx e de Margaretha Catharina Vortmann, nasceu em 30.08.1817 em Hamburgo e faleceu em Blumenau em 17.07.1909 em Blumenau. Em 30 de Abril de 1835 Heinrich prestou juramento de cidadão livre na cidade-livre hanseática de Hamburgo. O casal e os filhos emigraram com o Navio Franklin que partiu de Hamburgo no mês de Maio de 1857 e aportaram em Itajaí em 26.08.1857. Pais de :

1 “ Adolf “ Nasceu em 1842 e faleceu em 1913 em Cerro Azul (PR), migrou por volta de 1868 para a Colônia Assunguy no Paraná. Casou em 20.11.1869 em Curitiba com Elisabeth Ernestine Straube, que nasceu em 1847 em Dresden e faleceu em 1931. Era filha de Franz Gustav Straube e Ernestine Wilhelmine Huebsmann. Pais de: Heinrich, Anna, Alfred, Camila, Robert, Bertha, Reinalda, Isabel, Otto, Auguste, Carlota e Oswald.

2 “ Gustav “ Nasceu em 30.07.1842 em Hamburgo e faleceu em 19.10.1925 em Blumenau. Casou em Blumenau com Karoline Jenichen (*17.03.1849 +18.12.1928) . Pais de: Max, Adolf, Jenny (*28.02.1876 +15.03.1965) e Elli.

3 “ Therese “ Nasceu em 17.11.1840 em Hamburgo e faleceu em 30.01.1878 em Blumenau. Casou em Blumenau com Otto Stutzer (*03.02.1836 em Braunschweig e +28.12.1927 em Blumenau). Pais de: Elise (1861-1919), Albert, Adele, Olga, Max e Gertrud.

4 “ Bertha “ Nasceu em 12.01.1844 em Hamburgo e faleceu em 10.04.1910 em Blumenau. Casou com Emil Odebrecht (*29.03.1835 em Greifswald + 06.01.1912 em Blumenau). Pais de: Edmundo, Mathilde, Auguste, Rudolf, August, Oswald, Edgar, Anny, Clara, Adolpho, Hedwig, Helene e Woldemar.

5 “ Hermann “ Nasceu em 30.03.1847 em Hamburgo e faleceu em 05.10.1906 em Blumenau. Casou em Blumenau um primeiras núpcias com Maria Schreiber (+1893) com quem teve os seguintes filhos: Martha, Milda, Agnes, Emil, Hugo, Louis, Arnold, Willi, Ida, Auguste e Alice. Em segundas núpcias com Maria Seifert (*25.05.1863 +15.08.1920) com quem teve mais 5 filhos: Walli, Erich, Else, Edith e Klara.

6 “ Auguste Elise “ Nasceu em 23.04.1849 e, Hamburgo e faleceu em 30.01.1878 em Blumenau. Casou em 1877 com Hermann Heinrich Grevsmühl (*09.04.1848 + 15.03.1899) em Blumenau. Pais de: Eugen, que por sua vez teve 8 filhas.

Sra Vania, muito obrigado

26 de jan. de 2011

O PRIMEIRO BICHELS EM CERRO AZUL

Os 12  filhos de Theodor Adolf  Bichels, já adultos

Entre os pioneiros da Colônia Assunguy figura o nome de Theodor Adolf Bichels, Adolf Bichels, como ficou conhecido (já que o nome Theodor, com a pronúncia na primeira sílaba – Theo – não deveria ser facilmente assimilada pela língua portuguesa). Ele imigrou da Alemanha em 1857, tendo chegado ao Brasil em Itajaí em 26 de agosto de 1857 após 14 semanas de viagem em um veleiro vindo de Hamburgo – Alemanha. Juntamente com ele vieram seus pais e seis irmãos e, inicialmente, radicou-se em Blumenau – Santa Catarina. A criação da colônia Assunguy na, então, Província do Paraná levou-o a radicar-se na região. Seu nome consta em primeiro lugar no livro de registro da Colônia (o nome de família BICHELS remonta o século XVI e significa “os homens das colinas”. Existe, atualmente, no estado alemão de Schleswig-Holstein um distrito com este nome).

Na Colônia Assunguy Adolf Bichels teve designado um lote de terras, conforme se lê no documento de Designação de lote de terras, escrito em português e em alemão (Land Anweisungs – Schein – em alemão gótico):

“Ao senhor Adolf Bichels fica pelo presente designado o lote de terras mencionado na planta da Colônia, districto de Medição do Assungui Território II Quarto N-E da Secção No 78 e tendo a área de 62500 braças quadradas, pouco mais ou menos, afim de adquiril-o como propriedade sua, sob a condição de cultura e morada habitual e effectiva, e sujeito ás mais obrigações inherentes á compra do mesmo lote [...] (transcrição literal do documento)

Seguem-se dez condições a serem obedecidas pelo colono que recebia as terras mediante hipoteca e que deveria pagá-las ao preço de “tres rs. por braça quadrada” (rs. - reis, a unidade monetária da época). Em 05 de setembro de 1879, tendo cumprido todas as suas obrigações e pago totalmente pelas terras, recebe o colono Adolf Bichels o título definitivo das mesmas.

Casado com Elizabeth Ernestina Straube, em 20 de novembro de 1869, teve doze filhos. A todos possibilitou uma educação completa, enviando-os a Curitiba e São Paulo para cursarem boas escolas. Radicou-se firmemente na colônia, hoje Cerro Azul e, com seu trabalho, juntamente com seus filhos e filhas ao longo de anos e anos, adquiriu muitas outras terras, muitas das quais seus bisnetos e tataranetos continuam ainda como proprietários. Em 18 de maio de 1913, com setenta anos, veio a falecer.

FONTE: Sr. Arlei Bichels e Arquivo da Casa da Cultura de Cerro Azul

28 de jul. de 2010

A casa de Carolina e Otto Bichels

No avançar dos anos, a ação missionária presbiteriana estabelecida pelo elo da fé desde a época da Colônia Assunguy, passou a congregar na residência do Sr. OTTO BICHELS E CAROLINA BICHELS, casa de alvenaria ampla, com sótão, varanda com arcos e colunas, sede da chácara, fazendo frente para a estrada de quem vai para Curitiba, distando 3 Km do centro de Cerro Azul. Translado aqui, na íntegra, o texto passado em mão pelo reverendo OSWALDO SOEIRO EMRICH, pastor emérito da Igreja Central Presbiteriana de Curitiba:

“OTTO E CAROLINA casaram-se em junho de 1917. Tiveram 5 filhos e criaram uma menina que mais tarde se casou. Carolina era filha adotiva do reverendo GEORGE LUVERNO BICKERSTAPH e JOSEFINA BICKERSTAPH. O pastor, que várias vezes visitava Cerro Azul, pregava o EVANGELHO, fazia visitas, batizados, casamentos e recebeu algumas pessoas que fizeram pública profissão de fé. As reuniões sempre eram realizadas na casa do sr. Otto e Carolina Bichels.

No distrito do rio Turvo, pertencente ao município de Cerro Azul, havia uma família muito crente, conhecida como família Boddy. Aí, várias vezes, o Reverendo Bickerstaph compareceu, realizando reuniões bastante freqüentadas. Uma coisa a de ser dita: ele nunca pensava no seu conforto material. Aquelas pessoas que ele visitava eram humildes, com poucos recursos financeiros. O que buscava o missionário era a difusão dos ensinamentos bíblicos, colocando na mente daquelas pessoas a consciência da existência de Deus, a quem as orações sinceras deveriam ser dirigidas. Isto alcançou sucesso e difusão, até hoje relembrado pelos mais idosos, que ainda vivem.


Na casa do Sr. Otto e de Dona Carolina eram freqüentes as reuniões – escola dominical e estudo do catecismo. Muitas das vezes, ou melhor, quase sempre, essas reuniões eram presididas por Dona. Carolina Bichels. Também nessa mesma casa foram realizados diversos batizados e casamentos. Pode-se dizer que era a IGREJA PRESBITERIANA DE CERRO AZUL. Ainda no dia do Natal eram feitas belas comemorações. Certa feita apareceu em Cerro Azul um pastor, cujo nome não lembramos, mas que ao saber das dificuldades de locomoção e alojamento, isto na época um tanto difícil, resolveu voltar, pois não se ambientava com desconforto, e assim deixou de efetivar seu trabalho. Tudo era difícil na época. Quando acontecia de algum pastor visitar Cerro Azul, mesmo sendo de outra denominação, sempre chegava a essa casa onde era hospedado, proporcionando satisfação ao casal. Lembramos ainda da visita do Pastor CARLOS STROBERG, que na época era noivo de Griselde Bichels, filha de Alfredo e Elisa Bichels e mais outros filhos do casal: Gilberto, Gertudres e Alfredo Filho. Foi proveitosa esta estada, pois efetuou diversas pregações, muito concorridas apesar da chuva um tanto insistente.


Decorridos muitos anos, o casal Bichels recebeu a visita do Reverendo LUIZ LENZ DE ARAUJO CESAR, sua esposa Dona MARIA e duas filhas, as mais novas. Sempre que podiam estavam lá pregando o evangelho, fazendo batizados, recebendo jovens em pública profissão de fé. Era muito significativo para todos nós, o dia da SANTA CEIA. Algumas vezes também chegava até lá o Reverendo VERGÍLIO SALMON JUNIOR, casado com Reny Connor, sobrinha de Dona Carolina Bichels. Por ocasião das Bodas de Ouro do casal Bichels, Vergílio Salmon foi quem realizou a cerimônia religiosa. Por ocasião desse evento, reuniram-se todos os parentes: famílias von der Osten, Barddal, Natel, Bassetti e Bichels, além de muitos amigos. Em 1970, faleceu o cônjuge varão Otto Bichels com 91 anos. Em 11 de novembro de 1978, faleceu Dona Carolina Bickerstaph, com 93 anos. Até os últimos dias do casal sempre continuou viva a sua fé e o maravilhoso hábito do cristão – ler a bíblia e fazer constantes orações e o culto da família aos domingos.


Os descendentes do casal continuam com os mesmos sentimentos, louvando a Deus pelas graças recebidas e transmitindo sempre que possível, os maravilhosos ensinamentos recebidos”.


                                                                         Curitiba, 27 de junho de 1988
                      
NOTAS CONTITUTIVAS:
• O Reverendo Georg Luverno Bickerstaph, vencido o seu tempo de missões no Brasil, retornou com sua esposa para os EUA, onde ambos faleceram. É avó do herdeiro Luverno Bichels.
• Luverno Bichels (por todos nós conhecido) residia na casa de seus pais Otto e Carolina, tendo nascido em 01/01/1920. Estudou no Colégio Cristão Metodista de Castro. Seu avô materno Bickerstaph quis levá-lo a estudos para os Estados Unidos e seus pais não o deixaram ir. Também estudou em Curitiba na escola americana de orientação evangélica, que mais tarde o acervo patrimonial passou a ser adquirido pelo Reverendo Presbiteriano LUIZ LENS DE ARAUJO CESAR, que vem a ser pai do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Henrique Lens César.

Fonte: Estudo "ACORDEM CERROAZULENSES" - Dr. Ruy Vilella Guiguer

25 de out. de 2009

Palacete Bassetti

Foi construído pelo senhor Carlos Bassetti (um dos prefeitos de Cerro Azul), filho de imigrantes italianos, em lote definitivo expedido pelo Império na época da ocupação da antiga Colônia Assunguy. Carlos Bassetti foi casado com a senhora Reinalda Bichels Bassetti, que foi uma das primeiras professoras do Grupo Escolar de Cerro Azul. Ponto de encontro tradicional da sociedade cerro-azulense, em suas dependências funcionou o "Grêmio Gerânio". Conta-se que as noivas escolhiam sua bela escadaria para tirar fotografias de casamento. Após a morte trágica do marido (ele caiu de um andaime utilizado para a reforma da Igreja Matriz), Dona Reinalda continuou morando na casa com sua única filha Emy, que se casou com o senhor Oscar Bassetti, professor, solicitador e agricultor. A casa pertence ainda à família, hoje representada por seus netos: Neide, Carlos Oney e Cleusy. Hoje abriga o PROVOPAR - Cerro Azul.

Casa da Cultura


O prédio é quase tão antigo quanto Cerro Azul, pois foi construído a pedido dos imigrantes alemães e a mando do governo da Província do Paraná, em 1875, servindo como templo de culto. Segundo Dr. Ruy Vilella Guiguer, pesquisador da história e da cultura de Cerro Azul,  foi a primeira igreja evangélica ecumênica da região, porque nela congregavam os presbiterianos calvinistas (franceses), os luteranos (alemães) e outros grupos evangélicos. O templo era dirigido na época pelo missionário imigrante inglês GEORGE BIECKERSTH, antepassado da Família Bichels. A edificação foi também sede do Grupo Escolar de Serro Azul, sendo reformada na gestão do Prefeito Athanagildo de Souza Laio e do Governador Moisés Lupion e pertencendo à municipalidade até 1981. Em 29 de janeiro de 1982, durante a gestão do Prefeito Altenir Alves David e do governador Ney Amintas de Barros Braga, o prédio foi doado ao governo do estado do Paraná, sendo utilizado como Fórum da Comarca de Cerro Azul até setembro de 2003. Com a mobilização da comunidade cerro-azulense, coordenada pelo advogado Dr. Ruy Vilella Guiguer, o prédio retornou ao município em regime de comodato em 02 de fevereiro de 2005, para finalidades estritamente culturais – abrigar “a Casa da Memória, Centro Cultural, Museu e atividades afins”, durante a gestão do Prefeito Valdemir Santos Porfírio e do Governador Roberto Requião de Melo e Silva. Hoje, além de referência turística do município pelo fato de ser uma edificação da época da Colônia Assunguy, a Casa da Cultura presta informações históricas e culturais do município, contando com uma sala da memória, arquivo de artefatos diversos, achados arqueológicos, vestuário e documentos variados sobre a história do município, além de acervo de material para pesquisa sobre História do Paraná e História de Cerro Azul, colocados à disposição comunidade.

Casa da Cultura de Cerro Azul
Rua Padre Luciano Maria Usai, 84
Centro - Cerro Azul - Paraná
CEP 83570-000
Fone - (41) 3662 1722