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22 de abr. de 2016

Pioneiros

A esposa e o 2º von der Osten de Cerro Azul: o comerciante Willand von der Osten - filho de Alfred von der Osten (imigrante alemão), pai de vários filhos, entre eles Edmundo von der (meu bisavô), avô de Silvio von der Osten (meu avô), bisavô de minha mãe Raquel von der Osten (minha mãe) e meu tataravô.

26 de out. de 2014

Dos Bichels

Bem pessoal, o "ORKUT" acabou, mas conheci em seu período de vigência muitas pessoas interessantes, que me brindaram com sua amizade e informações valiosas. Entre elas, está a Júlia Catarina, cujas trechos de informações não quero perder na poeira da história:

1 de fevereiro de 2009 22:18
"O Bruno von der Osten era amigo da minha avó Tecla Jensen. Mas tanto este tio Bruno quanto minha avó já faleceram".

31 de janeiro de 2009 17:51
"Minha avó Tecla Janssen Jensen era amiga aqui em Curitiba de uma família von der Osten, eu ia junto quando era pequena visitar estes von der Osten: eles tinham colmeias, abelhas, e moravam aqui em algum lugar no centro de Curitiba. Lembro que íamos a pé. Isso nos anos 60, quando a rodoviária era o Terminal do Guadalupe".

30 de janeiro de 2009 19:49
"Tenho uma bisavó Bichels, Bertha, e sei que em Cerro Azul também viveram Bichels parentes dela. Sei que existe até uma Fazenda Bube ou Bubi em Cerro Azul, de descendentes dos primeiros Bichels".

 

15 de abr. de 2012

História da Festa e da Rainha da Laranja


O Concurso “Rainha da Laranja” já virou tradição em Cerro Azul: todos os anos, várias meninas bonitas de nossa cidade (Cerro Azul é conhecida não apenas por ser a terra da laranja, mas também a terra de mulheres bonitas) participam, na esperança de se tornarem Rainha ou Princesas da maior festa popular da região do Vale do Ribeira. Mas... desde quando existe a festa e o concurso? Como era antigamente e o que mudou até adquirir o formato dos dias de hoje? Vamos procurar responder a estas e a outras questões. Então... apertem os cintos e vamos embarcar juntos no túnel do tempo da Festa da Laranja!
Cerro Azul desde a época da Colônia Assunguy tem tradição na produção das frutas cítricas. Consta que no século XIX o governo imperial teria mandado uma equipe de agrônomos a fim de proceder à análise do solo e determinar quais lavouras seriam mais adequadas (devemos lembrar que a Colônia Assunguy, uma das primeiras iniciativas da Coroa na Província do Paraná, foi criada com o objetivo de tornar-se o “Celeiro do Paraná”). Constatou-se que, entre as culturas apropriadas para a região, encontravam-se as frutas cítricas. Vem então desde essa época a tradição de cultivar laranjas, que tornaram-se muito famosas em toda a região. Nesse aspecto, destacou-se a família von der Osten, como por exemplo o senhor Conrado von der Osten (filho do imigrante alemão Alfred von der Osten – o primeiro von der Osten de Cerro Azul). Em sua chácara “Felicidade”, Conrado dedicou-se ao cultivo de diversas frutas e hortaliças. Em 1926 ganhou a medalha de ouro de 1º lugar na Exposição dos Municípios, pela criação da laranja “Cerro Azul”. Nos anos 60, a tangerina da variedade “ponkan” foi introduzida na região por Silvio Antonio von der Osten (filho de Edmundo von der Osten, neto de Willand von der Osten e bisneto de Alfredo von der Osten). A primeira carga de ponkans foi levada até Curitiba para venda por Agenor Francisco de Moura e Costa.
Com toda essa relação com as frutas cítricas, era de se esperar que a maior festa popular que compõe o patrimônio imaterial da região fosse a “Festa da Laranja”, que foi criada em 1959, conforme atesta a ata de criação da festa, de propriedade do Sindicato Rural de Cerro Azul. De lá para cá a festa adquiriu diferentes formatos, mas algumas características são constantes: as “barraquinhas” que vendem produtos típicos da região e também as “novidades” que a comunidade deseja ver e comprar, a exposição de laranjas, tangerinas e outros produtos da região, os shows que mostram os talentos da terra e dos municípios vizinhos, além dos nomes que estejam fazendo sucesso no cenário musical de cada época. E... como não podia deixar de ser, a presença da Rainha e das Princesas da Festa da Laranja.
O concurso que escolhe a Rainha da Laranja foi criado em 1964. A primeira rainha chamava-se Rosalda Aparecida Elizabeth. Inicialmente, a rainha era escolhida através da venda de votos: a candidata que vendesse mais votos era a rainha. Essa venda era feita previamente. A contagem e a apuração dos votos acontecia no domingo da festa, cedinho. Escolhida a nova rainha e as princesas, estas participavam do almoço das autoridades, como anfitriãs junto com o Prefeito e o Presidente do Sindicato Rural. Após o almoço, acontecia um desfile de carros alegóricos (decorados por várias instituições da cidade) pelas principais ruas de Cerro Azul. O carro com a rainha e as princesas era o mais ricamente decorado e seguia à frente do cortejo. Nos anos 90 o evento adquiriu realmente o caráter de concurso: começaram os desfiles em passarela das candidatas, realizados no Baile da Festa da Laranja, no sábado da festa. Como ao longo dos anos a festa vem se ampliando, com um público cada vez maior e com necessidade de divulgação prévia nos meios de comunicação (rádio, televisão e jornal), desde 2008 o concurso é realizado com mais antecedência: durante o Baile do Dia das Mães, no segundo domingo de maio.
Enfim, não importa o tempo que passe, não importa de você é cerroazulense de nascimento ou “de coração”: todos amamos a Festa da Laranja, todos temos orgulho e amamos a Rainha e as Princesas da Festa da Laranja, nossas soberanas, que nos representam durante a festa. Legítimas representantes de um aspecto importante da cultura imaterial de nossa região.

Confira os nomes daquelas que conquistaram a coroa e o direito de serem chamadas de “Rainha”:
               
-Rosalda Aparecida Elizabeth
-Regina von der Osten
-Delci Terezinha Heidger
-Osmari Terezinha Coutinho
-Dirce Socher
-Sandra Regina Laio
-Marlene Aparecida Platner
-Deusilene Paulin
-Leonice Laio
-Silmere Agner
-Léia Silva
-Osmari Araújo
-Sueli Maria Lissa
-Eliane von der Osten
-Schirley Rocher
-Adulti von der Osten
-Eunice Raquel Desplanches
-Arlete Drulla
-Reviana de Lima
-Mariana Barbato
-Andreia Cristina Bestel
-Janaina Alves Cordeiro
-Rosana Braine
-Idimara Aparecida Martins
-Maria Eunice de Matos
-Aline Bichels
-Katiéli Coutinho
-Michele Aiçar Assad de Suss
-Daniele Stival
-Juliana Santos
-Cleonice Denck
-Valéria de Souza
-Edilaine Moreira
-Priscila Mottin Magari
-Daiane Magari
-Tadilaine dos Santos
-Nahyara Catherine Coutinho
-Edna Aparecida Cropolato
-Suzana Board
-Eliza Bruna
-Caroline Mottin Magari
-Kelly Aparecida Mathias

29 de mar. de 2012

A pequena Ondina

Em 2007, entrou em contato comigo o senhor Samuel Moraes Kerr, buscando informações a respeito de uma pessoa. Infelizmente, a tecnologia que muitas vezes é nossa aliada, pode ser  a nossa perdição! Numa dessas panes de computador, perdi as informações enviadas por ele e fiquei apenas com a foto. Parece-me que essa menininha  era uma parenta de sua esposa que teria morado em Cerro Azul, pelo que me lembro. Agora, estou tentando retomar o contato com ele, para podermos ajudá-lo e também acrescentarmos mais uma pecinha nesse mosaico que é a nossa história. Se alguém, de alguma forma puder ajudar, agradeço!

Em tempo, o  senhor Samuel entrou em contato comigo e agora repasso suas informações:

"Essa foto da minha mãe Ondina Vieira de Moraes (Ondina de Moraes Kerr) foi feita em Cerro Azul, em torno de 1912. Sabemos que foi em Cerro Azul pela anotação dela, no álbum, ao lado da foto, mas não sabemos mais nada. Sua mãe, minha avó Judith Dias Agibert, havia falecido em fevereiro daquele ano de 1912, em Ribeira (SP) e ela foi mandada para Cerro Azul para ficar aos cuidados da minha tia avó Izaltina Vieira de Moraes que estava morando em Cerro Azul, onde era professora primária (não sei o nome da escola. Infelizmente o cartão/foto está muito bem colado no álbum o que impede sabermos se há indicação do fotógrafo no verso. Quem sabe a foto possa ser de interesse para Casa de Cultura. Será que seria possível saber quem seria o fotógrafo? Vania, eu fico sem fôlego, tantas são as perguntas e tamanha é a névoa nessas trilhas do passado. Parabéns pelo blog! Já está entre os favoritos no meu computador. E mais uma vez, muito obrigado pela publicação da foto da "pequena Ondina".

Samuel, nós é que lhe agradecemos pelas palavras de apoio! Ficaremos aqui, "na torcida", procurando ajudar a dissipar a "névoa dessas trilhas do passado", como você bem o disse.

Um abraço!

Novas informações da "Pequena Ondina", que vão aclareando nosso panorama:

A pequena Ondina é sobrinha neta de Francisca Agibert, 2ª filha de Thiago Agibert e Maria do Carmo (ou Maria do Espírito Santo Macedo), nascida em 10 de agosto de 1860 em Cerro Azul (ainda não confirmado). Casou-se com Antonio Ciola (*28/07/1856 – +16/04/1927) e tiveram 8 filhos:


-João Batista Ciola: se casou com Carlota Bassetti Ciola. Tiveram os filhos Alda e Iracema.
-José Maria Ciola
-Cecília Ciola Osten: Nascida no dia 17 de janeiro de 1895, em Cerro Azul. Casou-se com Alberto Von der Osten, filho de Wielland von der Osten, dono da Casa Amarela)
-Antonio Ciola Filho
-Joanna Ciola
-Anna Maria Ciola: Que recebe o nome de casada de Anna Maria Ciola Carvalho
-Adelaide Ciola Bassetti: Que se casou com Manoel Bassetti, nascido em 4 de março de 1872
-Iracema Ciola


E mais informações nos chegam que parecem dar novos rumos ao caso:
Segundo Irapuan Caesar da Costa Junior (neto de Silvio Ciola):
João Batista Ciola, casado com Carlota Basseti Ciola, teve três filhos, Silvio Ciola (seu avô), Carlito e Alda Ciola, esta falecida há pouco tempo. 


2 de ago. de 2011

A Ponte Caiu!

 Nosso povo tem vários folguedos, entre eles as festas juninas, com a tradicional “Quadrilha”, que é comandada por alguém que “grita” os movimentos e os brincantes executam. Entre estes, figura o “a ponte caiu”, para que todos dêem meia volta no “caminho da roça”, tristes por terem perdido a festa. Mas logo se alegram quando se ouve a famosa frase “é mentira!”. Infelizmente, a realidade não é tão feliz e festeira: ontem, “A ponte do Rio Ribeira caiu” e “NÃO ERA MENTIRA”...
Um dia depois do sinistro, Cerro Azul acordou iluminado por um lindo dia de sol, como que para aquecer os corações de todo o povo, abalado pelos acontecimentos dos últimos dias, que levaram não apenas a ponte, mas também os lares, as plantações, os comércios de vários irmãos cerroazulenses. Junto com a ponte, vai junto um pedaço de Cerro Azul, que agora será história nos corações e nas mentes. Para que essa história não seja esquecida, presto aqui a minha homenagem, o meu respeito e minha solidariedade a todos os nossos irmãos que precisam de nossa ajuda. Afinal, “o ofício dos historiadores é lembrar o que os outros esqueceram”. E para que ninguém esqueça registro aqui:
O Ribeira é o mais importante rio de nossa região e o nosso principal acesso a diversas comunidades rurais, bem como ao município vizinho de Dr. Ulysses (antigo distrito de Varzeão). Ao longo do tempo a travessia se deu através de uma balsa que operava na região. Na gestão do Prefeito Athanagildo de Souza Laio e do governador Moisés Lupion se deu a construção da primeira ponte, feita de madeira. Segundo Dr. Ruy Vilella Guiguer, em seu estudo "Acordem, cerroazulenses, acordem!", posteriormente, durante a gestão do governador Ney Aminthas de Barros Braga e do Prefeito Silvio Antonio von der Osten, a antiga ponte foi substituída pela ponte pré moldada de vão de 96 metros, inaugurada em 1963 com o nome de “Ponte Athanagildo de Souza Laio”, resolvendo de uma vez por todas a questão da travessia desse maior rio.

Em meio a tristeza da enchente, uma notícia que alegra a todos: quase ao mesmo tempo em que a ponte caía, começava a vida de João Roberto Briatori Blatner (filho de nossos amigos Sandra Mara Briatori Blatner e Rafael Felipe Flores Blatner), como que a nos dizer que apesar de tudo, a vida sempre se renova...






                                      

25 de jan. de 2011

MAXMILIANO VON DER OSTEN

Filho dos imigrantes alemães Alfred e Ernestine. Nasceu em 1853. Casou-se com Paulina Hanke (então com 24 anos), de Curitiba. Casaram-se em 16.04.1889. Segundo consta,  como testemunha de casamento escolheram um individuo dentro do grupo étnico (alemão) e outro fora. Tiveram 6 filhos. Todos batizados na Igreja Católica. Na escolha dos padrinhos de batismo, prevaleceu o contato fora do grupo étnico, numa proporção de sete para 5. O único contato da família com a Igreja Luterana se deu pelo casamento de dois filhos, mesmo assim, um dos filhos ( a mulher), que casou em 1923 na  Igreja Luterana, faz nova cerimônia com o mesmo cônjuge em 1947 na Igreja Católica.

FONTES:
RANZI, Sirlei Maria Fischer. ALEMÃES CATÓLICOS: Um Estudo Comparativo de Famílias em Curitiba (1850-1919) - Tese de Doutorado apresentada ao Curso de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 1996.

26 de out. de 2009

Título de Propriedade




Título de propriedade do lote de terras adquirido na Colônia Assunguy por Alfredo von der Osten.
Fonte: Arquivo Público do Paraná

13 de ago. de 2009

ALFREDO VON DER OSTEN: ESSE NOME NÃO PODE SER ESQUECIDO!


Seu nome completo era Alfred Heinrich Richard Leopold von der Osten. Ele foi o primeiro von der Osten de Cerro Azul (imigrou ainda na época da Colônia Assunguy) e foi também Prefeito! A foto acima é do túmulo onde ele e sua esposa estão enterrados, no Cemitério Municipal de Cerro Azul. Alfred nasceu em 12/07/1824 em Schlawe, Pomerânia (na Alemanha), filho de  Wilhelmine Nierhoff e Heinrich Philipp von der Osten. Casou-se com Ernesthine Wilhelmine Hübschmann (ela nasceu em 1822 na Alemanha e morreu em 24/10/1909, no Brasil. Anteriormente havia sido casada com Franz Gustav Straube, pai de Guilherme Straube, que se tornaria um dos primeiros prefeitos de Cerro Azul). De origem alemã, emigraram para o Brasil, chegando primeiro em Santa Catarina, na Colônia Dona Francisca. Casaram-se em 13/05/1855 em Joinvile, Santa Catarina. Alfred morreu no Brasil em 1905.

FONTE: Arquivos da Casa da Cultura de Cerro Azul
http://www.familysearch.org/