Olá, companheiros de viagem! Criei este blog pelo desejo imenso de trocar informações sobre a cidade que mais amo no mundo: CERRO AZUL, que é minha, que é sua, que é de todos que como eu, de coração ou de berço, perto ou longe, têm o seu nome guardado para sempre no coração. Se você é cerro-azulense de nascimento ou de paixão, se você busca simplesmente saber mais sobre esse cantinho, não importa!!!! Todos são bem vindos para ajudar a construir essa história!
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22 de abr. de 2016
23 de nov. de 2012
Conquista da História de Cerro Azul!
Em alusão aos aniversários especiais de alguns municípios paranaenses (incluindo Cerro Azul), o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná promoveu o Concurso de Ensaio sob o tema “A construção da identidade: origem e História do Município”.
Cerro Azul aderiu ao convite e promoveu a etapa
municipal, aberta
ao universo de professores, estudantes, historiadores, pesquisadores e
integrantes de quaisquer outras áreas de atividade, residentes ou não em Cerro
Azul, que de alguma forma fossem interessados na história do município, nas
suas tradições culturais e no processo de construção de sua identidade. Os
ensaios deveriam ser individuais e inéditos. Nesta etapa tivemos como vencedor
o Professor Reinaldo Benedito Nishikawa, com o ensaio “De imigrantes a
colonos: um estudo sobre a Colônia Assunguy”. O Professor Reinaldo tem graduação e especialização em História Social pela
Universidade Estadual de Londrina, mestrado em História Social na Universidade
de São Paulo (quando defendeu a tese “Terras e imigrantes na Colônia Assunguy:
Paraná, 1854-1874”) e atualmente está terminando o doutorado, também na USP em
História Econômica. É docente do Instituto Federal do Paraná e da Universidade
Norte do Paraná, ministrando as disciplinas de História Regional de
Historiografia. É professor também em cursos de pós-graduação com projetos de
Pesquisa e Extensão. O seu ensaio foi enviado ao IHGPR para análise juntamente
com os textos dos demais municípios, ficando classificado em 2º lugar!
No
dia 20 de novembro de 2012, foi realizada a sessão solene na sede do IHGPR, com
a presença dos autores dos ensaios representativos de todos os municípios
participantes e de representantes dos governos municipais envolvidos. Cerro
Azul esteve presente na pessoa da Prof. Vania de Moura Machado, Diretora
Municipal de Cultura, que na ocasião cumprimentou o Prof. Reinaldo pela
conquista e entregou-lhe uma lembrança e certificado de honra ao mérito, em
nome de Cerro Azul. Aberta por ERNANI STRAUBE, descendente do Capitão Guilherme
Straube (imigrante alemão na época da Colônia Assunguy e um dos primeiros
prefeitos de Cerro Azul), presidente do IHGPR, a cerimônia constou de outorga
de diplomas de honra ao mérito aos autores dos ensaios representativos de cada
município, outorga de diplomas de participação aos governos municipais
envolvidos, premiação dos autores dos ensaios classificados nos três primeiros
lugares, leitura, pelo seu autor, do ensaio classificado e apresentação do
Coral do Colégio Estadual do Paraná.
25 de mar. de 2012
Edifício Capitão Guilherme Straube
Esta edificação faz parte do patrimônio histórico e cultural de Cerro Azul. No passado foi um hospital e hoje é a sede do nosso governo municipal. Aqui, andei "fazendo arte" com um quadro lindo que representa esse casarão. Ele foi pintado em 1994 por uma artista chamada Cristina. Brevemente, estarei postando sua história completa.
19 de jan. de 2010
Antepassado
Franz Gustav Straube. Retrato do pintor brasileiro Pedro Macedo
Com o falecimento de seus pais Samuel Sigismund Straube (1761-1808) e Christiane Concordia (Bach) Straube (1761-1808), foi adotado por seus tios maternos, Gotthold Friedrich Bach (1770-1829) e Friedericka (Schumann) Bach (1778-1830). Em seguida (1815) mudou-se para Dresden, onde realiza os estudos e passa a se dedicar à História Natural. Ali casa-se (1828) com Johanne Augustine Schäpach (Straube) (1797-1840) e tem quatro filhos. Por volta de 1840, torna-se viúvo e, em 1843, casa-se novamente, agora com Ernesthine Wilhelmine Hübschmann (Straube). Deste enlace nascem seis filhos, sendo o mais velho William Gustav Straube (1844-1924) (depois Guilherme Straube), vereador e prefeito da cidade paranaense de Cerro Azul. Seu sexto filho era Franz Gustav Straube filius (1853-1909), nascido na Colônia Dona Francisca, depois residente em Curitiba e pai de quatro filhos, dentre eles Hugo Straube (1888-1930), doutor em Filosofia e chefe do Serviço de Proteção ao Índio em Ibirama, Santa Catarina e Guido Straube (1890-1937), professor, dentista e naturalista em Curitiba.
26 de out. de 2009
25 de out. de 2009
Edifício Capitão Guilherme Straube
O terreno e
a construção do prédio foram uma doação do capitão Guilherme Straube, filho do
imigrante alemão Franz Gustav Straube, que se tornaria um dos prefeitos de
Cerro Azul. Inicialmente o prédio tinha a finalidade de servir como hospital,
administrado por irmãs de caridade. Hoje abriga a Prefeitura. Sobre a
construção há muitas histórias sobre pessoas que nasceram em suas dependências
(como é o caso da funcionária Regina Golinelli), além das lendas sobre
assombrações e “panelas de ouro”...
13 de mar. de 2009
Tia Olívia

Esta simpática senhora é conhecida carinhosamente por nós em Cerro Azul como "Tia Olívia". Temos o privilégio e a honra de ter ainda conosco uma personalidade quase centenária. "Tia Olívia" faz parte da história de Cerro Azul não apenas pela idade, mas pelo belo trabalho social de juntar latinhas para reciclar, angariando dinheiro para ajudar as pessoas carentes e também porque contava uma história relacionada ao Capitão Guilherme Straube:
A LENDA DO BAÚ DE OURO
Tia Olívia conta sobre o famoso Baú de Ouro que havia ganhado do Capitão Guilherme Straube. Dizia ela que numa noite o Capitão Guilherme Straube lhe apareceu em seu uniforme militar e lhe entregou um baú de ouro que estava enterrado nos fundos do Hospital Capitão Guilherme Straube, onde hoje é a Prefeitura. Eram libras esterlinas que estavam no baú (libras esterlinas eram moedas de ouro). Tia Olívia ainda vive e conta esta história para quem quiser ouvir: O baú de ouro dado a ela só podia ser encontrado por ela mesma, ninguém mais. Tia Olívia morava no Hospital Capitão Guilherme Straube, pois seu marido, Eugênio Crissi, era o diretor. Tia Olívia tinha dois filhos: o Rubens e a Raquel, que se criaram ouvindo este “causo” e morriam de medo. O baú de ouro estava enterrado embaixo da bananeira nos fundos do quintal. Foi a localização que o referido espírito havia dado. Coisas estranhas aconteciam neste prédio: às vezes as portas abriam e fechavam sozinhas, havia passos durante a noite e estalos nas paredes, além de gemidos que toda a família ouvia. Dizem que quem enterra dinheiro não encontra paz. Tia Olívia então partiu para a caça ao tesouro: primeiro começou a cavar o buraco sozinha, mas como nosso solo é arenoso, a dificuldade era grande. Assim pediu ajuda a Tia Hilda, que era espírita. Tia Olívia falava que o espírito havia dito: “se encontrar água pare e cave em outro lugar”. Assim muitos buracos foram abertos e fechados. Numa noite quente, lá se foi Tia Olívia com a pá nas costas procurar o seu tesouro. Começou a cavar, cavar, toc... toc...toc.... Começava a meia noite e ia madrugada adentro. Contava Tia Olívia que desta vez ia dar certo porque ainda não tinha encontrado água e o buraco já estava bem fundo. De repente começou a ouvir vento, cobras de todos os lados e o medo tomava conta de seu corpo todo. Tia Olívia foi em frente cavando sempre. O barulho cessou, as cobras desapareceram, a pá bateu em alguma coisa que parecia ser o baú, pois o barulho era meio oco. Contava Tia Olívia que a emoção era tão grande que ela gritou: “Graças a Deus”. Neste momento toda a terra desabou em sua cabeça enterrando-a até o pescoço. Ela gritava por socorro e toda a vizinhança veio para desenterrá-la, incluindo o marido e os filhos que foram testemunhas do ocorrido. Depois deste fato Tia Olívia, conversando com algumas pessoas espíritas, ficou sabendo que quando se encontra um tesouro não se pode falar nada. Se era fruto da imaginação ou realidade, isto é um mistério que ninguém conseguiu explicar. Só não vale querer detonar o Prédio da Prefeitura para cavar o buraco e achar o tesouro, porque infelizmente ele desencantou-se porque só a Tia Olívia tinha direito.
Lenda pesquisada pelos alunos da escola Municipal Florentina de Araújo
Tia Olívia conta sobre o famoso Baú de Ouro que havia ganhado do Capitão Guilherme Straube. Dizia ela que numa noite o Capitão Guilherme Straube lhe apareceu em seu uniforme militar e lhe entregou um baú de ouro que estava enterrado nos fundos do Hospital Capitão Guilherme Straube, onde hoje é a Prefeitura. Eram libras esterlinas que estavam no baú (libras esterlinas eram moedas de ouro). Tia Olívia ainda vive e conta esta história para quem quiser ouvir: O baú de ouro dado a ela só podia ser encontrado por ela mesma, ninguém mais. Tia Olívia morava no Hospital Capitão Guilherme Straube, pois seu marido, Eugênio Crissi, era o diretor. Tia Olívia tinha dois filhos: o Rubens e a Raquel, que se criaram ouvindo este “causo” e morriam de medo. O baú de ouro estava enterrado embaixo da bananeira nos fundos do quintal. Foi a localização que o referido espírito havia dado. Coisas estranhas aconteciam neste prédio: às vezes as portas abriam e fechavam sozinhas, havia passos durante a noite e estalos nas paredes, além de gemidos que toda a família ouvia. Dizem que quem enterra dinheiro não encontra paz. Tia Olívia então partiu para a caça ao tesouro: primeiro começou a cavar o buraco sozinha, mas como nosso solo é arenoso, a dificuldade era grande. Assim pediu ajuda a Tia Hilda, que era espírita. Tia Olívia falava que o espírito havia dito: “se encontrar água pare e cave em outro lugar”. Assim muitos buracos foram abertos e fechados. Numa noite quente, lá se foi Tia Olívia com a pá nas costas procurar o seu tesouro. Começou a cavar, cavar, toc... toc...toc.... Começava a meia noite e ia madrugada adentro. Contava Tia Olívia que desta vez ia dar certo porque ainda não tinha encontrado água e o buraco já estava bem fundo. De repente começou a ouvir vento, cobras de todos os lados e o medo tomava conta de seu corpo todo. Tia Olívia foi em frente cavando sempre. O barulho cessou, as cobras desapareceram, a pá bateu em alguma coisa que parecia ser o baú, pois o barulho era meio oco. Contava Tia Olívia que a emoção era tão grande que ela gritou: “Graças a Deus”. Neste momento toda a terra desabou em sua cabeça enterrando-a até o pescoço. Ela gritava por socorro e toda a vizinhança veio para desenterrá-la, incluindo o marido e os filhos que foram testemunhas do ocorrido. Depois deste fato Tia Olívia, conversando com algumas pessoas espíritas, ficou sabendo que quando se encontra um tesouro não se pode falar nada. Se era fruto da imaginação ou realidade, isto é um mistério que ninguém conseguiu explicar. Só não vale querer detonar o Prédio da Prefeitura para cavar o buraco e achar o tesouro, porque infelizmente ele desencantou-se porque só a Tia Olívia tinha direito.
Lenda pesquisada pelos alunos da escola Municipal Florentina de Araújo
SOBRE GUILHERME STRAUBE
Pesquisando sobre o Capitão Guilherme Straube na net, olhem a pérola que encontrei e reproduzo aqui com a grafia da época:
- Pag. 105 –
Decreto n. 154 – de 17 de abril de 1905
O Presidente do Estado do Paraná, usando da autorisação que lhe confere o art. 1º da lei n. 589, de 20 de Março ultimo, resolve nomear para exercerem os cargos de prefeitos dos municípios abaixo mencionados os seguintes cidadãos:
(...)
Municipio do Serro Azul-Guilherme Straube
(...)
Palacio da Presidência do Estado do Paraná, em 17 de abril de 1905
VICENTE MACHADO DA SILVA LIMA
BENTO JOSÉ LAMENHA LINS
Fonte: Leis, decretos e regulamentos do Estado do Paraná, 1905 (1911)
Disponível em: http://www.archive.org/
Os cemitérios são uma fonte maravilhosa de pesquisa histórica! Confira: Túmulo onde Guilherme Straube está enterrado, no Cemitério Municipal de Cerro Azul.
Esta é a foto de uma das maiores figuras políticas de Cerro Azul: foi o vereador mais votado da última Câmara Municipal de Cerro Azul do Paraná Província, doou o terreno para a construção do hospital, que hoje é o prédio da Prefeitura e foi também Prefeito: GUILHERME STRAUBE! Existe uma lenda sobre ele relacionada a um baú de ouro (vou contar depois). Sou sua fã e pesquisei sobre sua vida para minha pesquisa do PDE: A Revolução Federalista em Cerro Azul - em documentos que li para o estudo ele é citado como maragato). Um pouco da sua história: Era filho do imigrante alemão Franz Gustav e Ernesthine Straube. Nasceu em 1844 e casou-se com Luiza Henes. Era comerciante. Morreu no 2º Quarteirão, com 81 em 05/12/1925 às 05h00min, do coração, sem assistência médica. Seu óbito foi lavrado em 03/06/1926, comparecendo Luiz Antonio de Araújo. Deixou bens e testamento, lavrado por Augusto da Rocha. Foi sepultado no cemitério da cidade. Deixou os filhos:
-Júlio
Decreto n. 154 – de 17 de abril de 1905
O Presidente do Estado do Paraná, usando da autorisação que lhe confere o art. 1º da lei n. 589, de 20 de Março ultimo, resolve nomear para exercerem os cargos de prefeitos dos municípios abaixo mencionados os seguintes cidadãos:
(...)
Municipio do Serro Azul-Guilherme Straube
(...)
Palacio da Presidência do Estado do Paraná, em 17 de abril de 1905
VICENTE MACHADO DA SILVA LIMA
BENTO JOSÉ LAMENHA LINS
Fonte: Leis, decretos e regulamentos do Estado do Paraná, 1905 (1911)
Disponível em: http://www.archive.org/
Esta é a foto de uma das maiores figuras políticas de Cerro Azul: foi o vereador mais votado da última Câmara Municipal de Cerro Azul do Paraná Província, doou o terreno para a construção do hospital, que hoje é o prédio da Prefeitura e foi também Prefeito: GUILHERME STRAUBE! Existe uma lenda sobre ele relacionada a um baú de ouro (vou contar depois). Sou sua fã e pesquisei sobre sua vida para minha pesquisa do PDE: A Revolução Federalista em Cerro Azul - em documentos que li para o estudo ele é citado como maragato). Um pouco da sua história: Era filho do imigrante alemão Franz Gustav e Ernesthine Straube. Nasceu em 1844 e casou-se com Luiza Henes. Era comerciante. Morreu no 2º Quarteirão, com 81 em 05/12/1925 às 05h00min, do coração, sem assistência médica. Seu óbito foi lavrado em 03/06/1926, comparecendo Luiz Antonio de Araújo. Deixou bens e testamento, lavrado por Augusto da Rocha. Foi sepultado no cemitério da cidade. Deixou os filhos:-Júlio
-Josephina
-Alfredo
-Gustavo
-Carlos
-Carlota
-Gustavo
-Carlos
-Carlota
-Francisco
-Luiza
-Anna
-Luiza
-Anna
-Jacintho
-Emílio
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